Cerca de 200 mil fiéis comparecem ao Círio de Nazaré em Macapá

Este ano o evento religioso teve como tema a ecologia e as atividades missionárias. Estado garantiu aparato de segurança da procissão.

 

 Foto: Marcelo Loureiro/Secom
Procissão atraiu milhares de pessoas à capital, Macapá

Atos de fé, de gratidão e de solidariedade marcaram o Círio de Nazaré neste domingo, 13. A maior procissão religiosa do Estado é o ponto alto das homenagens à santa considerada como padroeira da Amazônia. Neste ano de 2019 o evento religioso amapaense completa 85 anos.

De acordo com a organização do evento, cerca de 200 mil pessoas acompanharam o Círio de Nazaré este ano. O percurso de 4 quilômetros começou no Santuário de Fátima, no bairro Santa Rita, e chegou ao fim na Igreja de São José, no Centro de Macapá.

O Círio de Nazaré 2019 teve como tema “Salve, Maria! Rainha da Amazônia missionária!”. O lema foi “Senhor fez por nós maravilhas. Santo é Seu nome!” (Lc 1,46-55). A ideia é incentivar o trabalho missionário e a ecologia integral da região amazônica.

O arcebispo metropolitano de Londrina (PR), Dom Jeremias, conduziu a tradicional Missa Campal em frente ao Santuário de Fátima. Para ele, a festividade propõe uma reflexão sobre a missionariedade e ecologia integral, em alusão ao Sínodo da Amazônia e o Mês Missionário Extraordinário, declarado pelo Papa Francisco para outubro deste ano. O objetivo é refletir sobre políticas públicas que favoreçam o desenvolvimento dos povos amazônicos.

A tradicional berlinda – que carrega a imagem de Nazaré – este ano foi ornamentada com plantas e frutos regionais, como açaí, pupunha e rambutan. A escolha ecológica tem a ver com a proposta ambiental do Círio deste ano.

A corda dos promesseiros é um dos mais tradicionais símbolos do Círio. Este ano a peça teve 250 metros. Cada centímetro da corda foi disputada por centenas de fiéis que agradeciam aos pedidos realizados ou faziam promessas. Ao fim da romaria ela foi cortada e distribuída entre os devotos, como a tradição determina.

Muitas pessoas usam a procissão para fazer o bem ao próximo. Algumas distribuem água ou fitas; outras molham os pés dos devotos que caminham descalços. Como forma de agradecer graças alcançadas, uma família aproveitou o momento para distribuir frutas aos romeiros que caminhavam pelas vias do Centro de Macapá em um calor de mais de 30°.

A dona de casa Fátima Sobral percorreu todo o percurso descalça, carregando uma imagem de Nazaré. “Eu sempre faço promessas e Nazinha me ajuda. Então, todo ano eu troco o manto dela e venho para a procissão descalça. Para mim, estar aqui vale muito à pena. Fé acima de tudo!”, disse a religiosa.

Em 2018 o macapaense Ronan Oliveira foi ao Círio fazer um pedido: ter uma empresa. Um ano depois a graça foi alcançada. Agora ele é empreendedor e foi novamente à procissão. Dessa vez para agradecer a conquista. “Pedi que Nazinha nos ajudasse a abrir uma loja de motocicletas e hoje em dia nosso empreendimento está consolidado. Nós conseguimos essa bênção e não poderíamos deixar de vir aqui agradecer, demonstrar nossa fé”, disse Ronan.

O Governo do Estado montou um esquema de segurança para proteger os fiéis durante a peregrinação. Mais de 800 agentes do Estado atuaram na ação conjunta. Entre eles, policiais militares, bombeiros, guardas municipais e agentes de trânsito. O esquema contou com ambulância do Samu. O trânsito foi organizado por 120 guardas municipais e 40 agentes de trânsito, que cuidaram do fluxo antes, durante e depois da passagem da imagem de Nazaré.

O governador Waldez Góes acompanhou o Círio de Nazaré junto com a família. Para ele, a procissão é uma das mais belas demonstrações de fé e religiosidade da Amazônia. “Que a Virgem de Nazaré possa cobrir com seu manto todo o povo do Amapá!”, desejou o governador. Ele lembrou que este ano a romaria acontece no mesmo dia em que a freira Irmã Dulce foi canonizada, tornando-se a primeira santa brasileira.

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 Créditos:Marcelo Loureiro e Maksuel Martins

Por: Andreza Teixeira

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