Samu teve mais de 20,4 mil chamadas falsas de emergência e alerta sobre os riscos

Número de registros são de janeiro a novembro de 2018 e representa um aumento de 11,13% em comparação com o mesmo período de 2017.Por: Elmano Pantoja

 Foto: Arquivo Sesa

Um número crescente e que tem prejudicado diretamente o atendimento prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), é a quantidade de ligações falsas, popularizadas como trotes. Em muitos casos, quem toma essa atitude, acaba deixando desassistida uma pessoa, que realmente precisa do chamado.

De acordo com o levantamento da central de atendimento do Samu, de janeiro a novembro do ano passado, essas ligações somaram um total de 20.473 trotes, sendo os últimos meses, o período mais crítico. O número representa um aumento de 11,13% em comparação com o mesmo período de 2017, que totalizou 18.194 chamadas falsas. Em setembro, outubro e novembro de 2018, os chamados chegam a ter mais de 2 mil trotes.

Segundo o coordenador do Samu, Ademar Rodrigues, esse tipo de “brincadeira”, pode comprometer o resgate de uma vida. “Com tantos trotes, nossos servidores já têm uma certa experiência em identificá-los, mas os que acabam passando, resultam no deslocamento de uma equipe para prestar socorro a um chamado falso. Quando isso acontece, quem realmente precisa ser socorrido, infelizmente, corre risco de morte”, explicou.

Como acionar o Samu

O usuário que necessitar do serviço do Samu deve ligar para o número 192 (ligação gratuita). As ligações são atendidas por telefonistas que anotam dados do local da demanda, emergência médica ou acidente. O caso, então, é repassado ao médico que faz a regulação médica, presta orientações relativas aos primeiros socorros e decide o tipo de ambulância a ser enviada.

Vale ressaltar que apenas e exclusivamente o médico de regulação, que fica na Unidade Central, tem autonomia para a liberação de ambulância da base para atender às ocorrências. Essa decisão não depende da base do Samu. Cada ambulância possui uma equipe composta por um condutor, um técnico em enfermagem, um enfermeiro e um médico.

FOTO DE CAPA G1

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