Escola Igarapé da Fortaleza, em Santana, é cotada para ser de gestão compartilhada militar

Unidade escolar foi visitada por secretários de governo. Eles conversaram com o corpo docente sobre o modelo de ensino e verificaram a infraestrutura da escola.Por: Caroline Mesquita

 Foto: Pedro Gomes/SeedOs secretários Goreth Sousa e Carlos Souza explicaram ao corpo docente como funcionam as escolas militares

No início do mês, o Governo do Estado do Amapá (GEA) confirmou a criação de mais quatro escolas de gestão compartilhada com órgãos militares durante esta nova gestão. A Escola Estadual Igarapé da Fortaleza, em Santana, está sendo avaliada para funcionar no modelo de gestão compartilhada entre a Secretaria de Estado da Educação (Seed) e a Polícia Militar (PM/AP).

Nesta quarta-feira, 16, a secretária de Estado da Educação, Goreth Sousa, e o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Carlos Souza, visitaram a instituição para conversar com o corpo docente sobre o modelo de ensino e verificar melhorias que podem ser feitas na infraestrutura da escola. Se após todos os trâmites legais exigidos, a escola for aprovada, a expectativa é que ela funcione em 2020 já em gestão compartilhada militar.

Para Goreth Sousa, as escolas de gestão compartilhada militar ofertam, além da melhoria na aprendizagem dos estudantes, também um ganho social na comunidade escolar e no seu entorno, com mais segurança, mais integração entre pais, alunos e escolas, entre outros. O objetivo é que a Igarapé da Fortaleza seja o novo padrão de ensino no município santanense, de maneira que garanta o ensino fundamental e médio de qualidade.

“Temos uma experiência de sucesso na Escola Afonso Arinos, também localizada em Santana. Fomos de 300 matrículas, em que nem um pai gostaria de que seu filho estudasse na escola, para 800 matrículas efetivadas. No período de pré-matrícula, em menos de 30 minutos, acabam as vagas”, comparou a secretária de Educação.

A Escola Estadual Igarapé da Fortaleza atende moradores dos bairros Provedor I e II, Remédios, Vila Daniel, Monte das Oliveiras e Igarapé da Fortaleza, além do Distrito de Fazendinha. Possui 1017 alunos e oferta ensino fundamental 2, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). São 18 turmas, nos horários da manhã, tarde e noite.

A diretora da escola, Elidete Coelho, acredita que a gestão compartilhada militar vai atrair benfeitorias não só para a escola, mas para a comunidade. “Percebemos a mudança positiva na Escola Afonso Arinos e isso nos motiva. Agora, vamos conversar com a comunidade escolar para saber o que acham da proposta”, disse a gestora.

O coronel Carlos Souza lembrou que, na época das primeiras escolas militares do Estado, a Polícia Militar foi ao Amazonas para conhecer a experiência de sucesso das escolas desse modelo. Porém, o que ocorre agora é o inverso: os amazonenses estão vindo ao Amapá para verificar o modelo de ensino de gestão compartilhada militar implantado aqui.

“Estamos trabalhando bem, em conjunto com o corpo docente de todas nossas escolas de gestão compartilhada. Temos mais de 90% do corpo técnico conosco, pois sempre há uma ou outra pessoa que não se identifica com o projeto. E tudo bem, esse não é um modelo perfeito e nem fechado, mas é o que está apresentando os melhores índices de aprendizagem. A gente pede para que vocês não se fechem para o projeto e, ao menos, o conheçam”, disse o secretário Carlos ao corpo docente da Escola Estadual Igarapé da Fortaleza.

Mais quatro escolas militares

A previsão é que sejam construídas uma escola na zona norte de Macapá, uma na zona oeste da capital, uma no Igarapé da Fortaleza, em Santana, e outra em Laranjal do Jari.

As escolas militares trazem para os nossos alunos não só uma excelente educação, mas noções de civismo, disciplina e respeito. Segundo o Ministério da Educação, em 2017 a Escola Estadual Antônio Messias Gonçalves Dias, pioneira do modelo no Amapá, subiu da 50° para a 6° colocação entre as escolas públicas do Estado no ranking de notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).GALERIA DE FOTOS

 Créditos:

Pedro Gomes / Seed

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